sábado, 22 de junho de 2019

Depoimento de Paulo Pt Barreto sobre Projeto TOQUE e Ciclo de Encontros OLHARES TRANSVERSOS - PROGRAMAS PÚBLICOS


Fazer parte do projeto TOQUE é privilégio para um artista, especialmente por não existirem pré-requisitos para  participação nessa coautoria - a não ser o desejo de realizar um autorretrato em relevo, com papel e cola. Digo isso pensando no contexto das artes, que considero extremamente parametrizado, há muito. Em TOQUE o que realmente conta é a capacidade de expressão que cada pessoa traz dentro de si, de forma latente, e que os participantes tem a possibilidade de materializar. Penso que essa é a essência, a verdadeira natureza do fazer artístico e de ser artista.

No meu caso,  tenho atuado nas artes visuais por mais de 30 anos e  nunca havia realizado uma escultura, a não ser com auxílio do meio digital, pois não tenho a necessária mobilidade  nas mãos para um trabalho dessa natureza. Na elaboração do autorretrato de TOQUE contei  com a parceria de meu aluno no Centro Universitário SENAC - São Paulo, Roberto Schmitz. Empregamos um princípio de topografia -  a curva de nível - que resultou  numa máscara muito interessante e única.

Participei, durante a mostra de TOQUE na Biblioteca Guita e José Mindlin, da mesa de um dos encontros do ciclo OLHARES TRANSVERSOS – PROGRAMAS PÚBLICOS, que focou temas levantados pelo projeto, entre eles a inclusão. Dialogar com pessoas que eu tanto admiro foi algo especial. Contamos com um público muito qualificado, de áreas diferentes daquelas nas quais atuo. Mostrar meu trabalho nesse recorte generoso constituiu uma ótima oportunidade. Percebi que minha fala contribuiu de alguma forma para esclarecer pontos importantes desse projeto,  jogando luz sobre toda uma trajetória de trabalhos colaborativos anteriores, nos quais participei e que resultaram por fim na produção dessa instalação. Nesse encontro a essência humanista  de  TOQUE ganhou ainda mais nitidez: um projeto extremamente oportuno, ainda mais quando pensamos no tempo em que vivemos.


Paulo Pt Barreto
articulador  e coautor de TOQUE

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Ciclo de encontros OLHARES TRANSVERSOS - PROGRAMAS PÚBLICOS - de 13/03 a 27/03 de 2019 - Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin - USP


Ciclo de encontros focado nos eixos temáticos da instalação TOQUE:  identidade, alteridade, acessibilidade

Curadoria - Profa. Dra. Lilian Amaral (Doutora em Arte pela ECA/USP, artista visual, pesquisadora e curadora no campo da arte e esfera pública contemporânea, MediaLab UFG//Profa. do Pós-Graduação em Arte e Terapias Expressivas - IA UNESP)

Coordenação - Hélio Schonmann (artista visual, idealizador e produtor do projeto TOQUE)





segunda-feira, 1 de abril de 2019

IMAGENS DE MÁRCIO SILVEIRA


27/03: MESA 3 – APROPRIAÇÃO, PERTENCIMENTO E TRANSFORMAÇÃO: LUGARES DE MEDIAÇÕES

O encontro reúne arte/educadores, terapeutas, artistas e ambientalistas, propondo uma reflexão sobre relações entre arte,  indivíduo, cultura, ambiente/território, discutindo potencialidades e fricções no trabalho que envolve variados âmbitos de mediação.

Profa. Dra. Mirian Celeste Martins (docente do PPG em Educação, Arte e História da Cultura - Universidade Presbiteriana Mackenzie), Claudia Cristina Pulchinelli (terapeuta ocupacional, gerente do CECCO Parque do Ibirapuera – SMS / PMSP), Assucena Tupiassu (bióloga especializada em Controle Ambiental e Saúde Pública), Mirian Steinberg (artista, educadora, musicoterapeuta e terapeuta corporal, mestranda no IA/UNESP, docente do Instituto Federal de Campos do Jordão), Altina Felício (artista visual, educadora no Centro de  Convivência e Cooperativa (CECCO) Eduardo Leite Bacuri, SP)


Mediação: Profa. Dra. Lilian Amaral









































segunda-feira, 25 de março de 2019

13/03: MESA 1 – ARTE, MEMÓRIA, SAÚDE COLETIVA E TERRITÓRIOS: DIÁLOGOS E DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS

O encontro reúne psicólogos, terapeutas ocupacionais, pedagogos e historiadores, focalizando convergências e sinergias entre o campo artístico, o campo terapêutico e o território, pensadas numa perspectiva histórica, contextual e relacional. A mesa debate também o processo de criação e pesquisa do Memorial da Convivência Criativa, em São Paulo.

Profa. Dra. Elizabeth Araújo Lima (terapeuta ocupacional, doutora em Psicologia Clínica), Profa. Mrs. Isabel Cristina Lopes (psicóloga sanitarista, idealizadora do Programa Centros de Convivência e Cooperativa CECCOS, PMSP), Profa. Dranda. Andrea Amaral Biella (educadora no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC USP), Profa. Mranda. Fernanda Rodrigues Vieira (terapeuta ocupacional do CAPS II de Salto de Pirapora, SP).

Mediação:  Profa. Dra. Lilian Amaral















20/03: MESA 2 – INTEGRAÇÃO, IDENTIDADES E PROCESSOS COLABORATIVOS: PESQUISAS E PRÁTICAS

O encontro reúne  pesquisadores e agentes no  campo da arte, da urbanidade e da filosofia, focalizando trabalhos colaborativos na  contemporaneidade: seus horizontes, suas contribuições em termos de integração e acessibilidade.

Imargem (coletivo artístico, iniciativa multidisciplinar contemplada com o Prêmio Brasil Criativo 2016), Prof. Dr. Leon Kossovitch (professor no Departamento de Filosofia, da FFLCH-USP), Prof. Dr. Paulo de Tarso Oliva Barreto (docente do Curso de Arquitetura / Centro Universitário SENAC - São Paulo), Baixo Ribeiro (empreendedor cultural e fundador da Galeria Choque Cultural)

Mediação: Hélio Schonmann










































domingo, 17 de fevereiro de 2019

Projeto TOQUE promove ciclo de encontros na Biblioteca Brasiliana

O projeto TOQUE traz à tona indagações sobre temas essenciais à vida contemporânea: identidade, alteridade, diversidade, acessibilidade, inclusão, relação individual/coletivo e esfera pública.

Com o objetivo de ampliar as discussões e diálogos em torno desses eixos temáticos, será realizado o ciclo de encontros "OLHARES TRANSVERSOS - PROGRAMAS PÚBLICOS" durante o mês de março, reunindo artistas, profissionais de saúde pública/saúde mental, ambientalistas, gestores e produtores culturais, educadores e pesquisadores atuantes em diversas instituições museológicas e de ensino superior, refletindo sobre a dimensão dialogal entre campos poéticos e terapêuticos e suas interfaces nas políticas públicas. 

Como parte dos encontros serão realizadas visitas mediadas à exposição, com a presença do artista.

Curadoria do ciclo: Lilian Amaral

Programação

13/03: Mesa 1 – Arte, memória, saúde coletiva e territórios: diálogos e desafios contemporâneos

20/03: Mesa 2 – Integração, identidades e processos colaborativos: pesquisas e práticas

27/03: Mesa 3 – Apropriação, pertencimento e transformação: lugares de mediações

​​​​​​​Local: Sala Villa-Lobos - Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin - R. da Biblioteca, 21 - Cidade Universitária, São Paulo, SP

Horário: 
das 14h00 às 18h00. 
 
Entrada gratuita

Capacidade: 
100 lugares

Organizadores

Profa. Dra. Lilian Amaral 

Artista visual pela FAAP (1986). Doutora e mestre pela ECA / USP e Universidade Complutense de Madrid (2000/2010). Pós-Doutora em arte, ciência e tecnologia pelo IA/UNESP; Pós-Doutora em Arte e Cultura Visual pelo PPG FAV/UFG e Universidade Barcelona/ES (2014). Curadora, docente e pesquisadora no campo da arte pública, memória e imaginário social. Coordenadora da linha de Pesquisa R.U.A. Realidade Urbana Aumentada / Arte e Media City – MediaLab UFG/IA UNESP. Dirige a Rede Internacional de Educação patrimonial contexto ibero-americano www.oepe.es


Hélio Schonmann 

Artista visual e professor. Frequentou, nos anos 70 e 80, o Atelier de Livre Criação em Artes Plásticas do Museu Lasar Segall, em São Paulo, onde assumiu posteriormente o cargo de orientador (1979/83). Realizou mostras individuais e vem participando de mostras coletivas e trabalhos colaborativos de arte urbana no Brasil, Argentina, Alemanha, Itália, China, Cuba, México, EUA, Índia e França. Desde 2009 vem coordenando e produzindo projetos de arte pública colaborativa - entre eles o projeto TOQUE - e realizando curadoria de mostras coletivas itinerantes.

Cronograma:

13/03: Mesa 1 – Arte, memória, saúde coletiva e territórios: diálogos e desafios contemporâneos

O encontro reúne psicólogos, terapeutas ocupacionais, pedagogos e historiadores, focalizando convergências e sinergias entre o campo artístico, o campo terapêutico e o território, pensadas numa perspectiva histórica, contextual, relacional e os desafios contemporâneos. A mesa debate também o processo de criação e pesquisa do Memorial da Convivência Criativa, em São Paulo.


    Profa. Dra. Elizabeth Araújo Lima 

Terapeuta ocupacional pela USP (1985); mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP (1997/2003); realizou pós-doutorado na University of the Arts, London (2009). Atualmente é professora do Curso de Terapia Ocupacional da USP e orientadora no Programa de Pós-graduação em Psicologia da UNESP e no Programa Interunidades em Estética e História da Arte da USP. Coordena o Laboratório de Estudos e Pesquisa Arte e Corpo em Terapia Ocupacional. 

   Profa. Mrs. Isabel Cristina Lopes (Cris Lopes) 

Psicóloga Sanitarista. Idealizadora do Programa Centros de Convivência e Cooperativa, PMSP. Idealizadora e Coordenadora Geral do Projeto Intersetorial e Transdisciplinar Coral Cênico Cidadãos Cantantes. Pesquisadora do Instituto de Saúde |SESSP; Docente, Supervisora e Consultora para políticas públicas de interface entre saúde, cultura, educação, arte e direitos humanos.

   Profa. Dranda. Andrea Amaral Biella 

Doutoranda e mestra em Educação pela Faculdade de Educação da USP, com graduação em Artes Plásticas pela UNICAMP (bacharelado e licenciatura). Atualmente educadora no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP), é responsável desde 2007 pelo programa Viva Arte!: Bem-estar Social e Saúde no Museu, entre outras ações educativas voltadas a diferentes perfis de público.

   Profa. Mranda. Fernanda Rodrigues Vieira 

Terapeuta Ocupacional, com especialização em Arteterapia e Terapias Expressivas pela UNESP, Mestranda em Terapia Ocupacional pela UFSCAR São Carlos. Atua no serviço público, na área de saúde mental, no CAPS II de Salto de Pirapora, SP. Atualmente tem trabalhado na reabilitação psicossocial de adultos, com enfoque na inclusão social e uso de tecnologias de participação sociocultural.


20/03: Mesa 2 – Integração, identidades e processos colaborativos: pesquisas e práticas

O encontro reúne  pesquisadores e agentes no  campo da arte, da urbanidade e da filosofia, focalizando trabalhos colaborativos na  contemporaneidade: seus horizontes, suas contribuições em termos de integração e acessibilidade.


   Imargem

    ·Iniciativa multidisciplinar, criada em 2006 na beirada sul de São Paulo às margens da represa Billings, no distrito do Grajaú. Reconhecida pelo Prêmio Brasil Criativo de 2016, as ações são organizadas levando em consideração a cultura de juventude, o direito a cidade,  a desassistência por parte do poder público e a interlocução com a sociedade.  É essa a consciência do coletivo que compõe o projeto. Na potência da arte é delineada a metodologia de intervenção, por meio de ações como: murais, esculturas, oficinas, debates e percursos educadores, articulados em eixos - arte, meio ambiente e convivência - apresentando uma arte acessível e politizada, ressignificando lixo, espaço e fronteira


   Prof. Dr. Leon Kossovitch 

Engenheiro civil, bacharel, mestre e doutor em filosofia. Professor no Departamento de Filosofia, da FFLCH-USP. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Estética, atuando principalmente nos seguintes temas: pintura, artes plásticas, arte, estética e filosofia.

   Prof. Dr. Paulo de Tarso Oliva Barreto


Professor, desenhista, gravador, curador. Mestre e Doutor em Artes pela ECA-USP, Arquiteto pela  FAU-USP. É professor no Centro Universitário SENAC - São Paulo. Realizou inúmeras exposições individuais em instituições tais como:  Museu Brasileiro de Escultura, São Paulo, SP; Museu do Trabalho - Porto Alegre, RS; Galeria Graphias - São Paulo – SP;   Centro Universitário Maria Antônia  - USP; Museu da Gravura Cidade de Curitiba, PR.

   Baixo Ribeiro

Empreendedor cultural e fundador da Choque Cultural, projeto que conecta novos públicos às artes urbanas contemporâneas. Incentivador da arte pública, produziu muitas exposições em associação com museus e outras instituições, como MASP, Memorial da América Latina, Museu AfroBrasil, Pinacoteca do Estado, SESC, SESI e Universidade de São Paulo. Desenvolve projetos interdisciplinares nas áreas da educação,  urbanismo e  arte, om o propósito da construção coletiva de territórios culturais.


27/03: Mesa 3 – Apropriação, pertencimento e transformação: lugares de mediações

O encontro reúne arte/educadores, terapeutas, artistas e ambientalistas, propõe uma reflexão sobre relações entre arte,  indivíduo, cultura, ambiente/território, discutindo potencialidades e fricções no trabalho que envolve variados âmbitos de mediação


   Mirian Celeste Martins 

Docente do Curso de Pós-graduação em Educação, Arte e História da Cultura e do Curso de Pedagogia na Universidade Presbiteriana Mackenzie onde coordena os Grupos de Pesquisa: Arte na Pedagogia/GPAP) e Mediação cultural: contaminações e provocações estéticas/GPeMC. Foi professora do Instituto de Artes/Unesp. Tem formação em Artes Visuais com doutorado pela Faculdade de Educação/USP (1999) e mestrado pela Escola de Comunicações e Artes - ECA/USP (1992).

   Claudia Cristina Pulchinelli

Terapeuta Ocupacional , especializada em Saúde Mental e Arte e Prática profissional voltada ao Cuidado e Gestão da Saúde, atravessados e atados pela Arte e Cultura. Gerente do CECCO Parque do Ibirapuera da PMSP – SMS.

   Assucena Tupiassu 

Formada em Biologia pela Faculdade Mackenzie, especializada em Controle Ambiental e Saúde Pública pela USP. Ministrou aulas de Jardinagem no Parque Ibirapuera, em São Paulo. É autora de um dos livros mais conceituados para jardinagem, “Da planta ao Jardim – Um guia fundamental para amadores e profissionais”, participou de programas de televisão como o Arquitetura Verde + Globosat e criou o blog Jardins no Cinema.

   Mirian Steinberg

Artista, educadora, musicoterapeuta e terapeuta corporal, mestranda no Instituto de Artes da UNESP. Docente de Artes no Instituto Federal de Campos do Jordão. Organiza o Núcleo de Novas Metodologias de Pesquisa em Artes no IA/ UNESP e é Membro do Grupo de Pesquisa CAT - Ciência Arte e Tecnologia no IA/UNESP. Produção artística em vídeo, instalação sonora, poesia sonora e performance vocal.  
·         
   Altina Felício 


Aquarelista, gravadora e  professora, desenvolve seu trabalho educativo no Parque da Água Branca e no Centro de  Convivência e Cooperativa (CECCO) Eduardo Leite Bacuri, ambos em São Paulo, SP. Vem coordenando e produzindo projetos artísticos coletivos em diversas cidades paulistas. Já realizou exposições individuais em instituições tais como: Centro Cultural de São Paulo, SP; Galeria Gravura Brasileira, São Paulo, SP; Graphias Casa da Gravura - São Paulo, SP